maio 26, 2008

boris, o gato do nariz cor de rosa


olá, eu sou o samuel . Tenho 11 anos de idade.
hoje vou contar-vos a história do meu gato.
desde o dia em que ele nasceu, 8 de junho do ano passado, que eu o conheço.
ainda me lembro dele, quando era pequeno, do tamanho de um rato. era manchado de preto e branco, de olhos azuis claros, ainda sem dentes e o nariz era cor de rosa clarinho. a mãe dele era arisca mas com um coração puro. chamava-se micas e era vadia.
certo dia de verão, o meu irmão, os meus pais e eu fomos buscá-lo a casa da minha avó. nessa altura já era grande, já tinha uns 20 cm de comprimento, apesar de ainda não ter atingido os dois meses.
levámo-lo ao veterinário para ele lhe dar duas injecções para o protegermos de algumas doenças mortais.
quando chegou à nossa casa, ficou espantado. a primeira coisa que fez foi correr até à sala e esconder-de debaixo do armário.
aos seis meses foi castrado mas não parece estar diferente do que era.
sempre o deixamos dar as suas voltinhas matinais e nocturnas.
até agora, eu e o boris damo-nos muito bem um com o outro.

texto e desenho da autoria do samuel

maio 23, 2008

grande reboliço aqui no jardim

amigos, neste jardim houve grande reboliço, nos últimos dias.
começo por contar que, há cerca de uma semana, um cachorrinho foi lançado de um carro em andamento, numa estrada que passa aqui perto. a Humana, bem como outras pessoas aqui da rua, tinham imensa pena do bichinho, que andava por aqui a vaguear, aterrorizado, sem permitir que ninguém se chegasse perto dele. a Humana foi-lhe deixando comida e, ontem, ele entrou, não só no jardim, como em casa. saltou para o colo da Humana e pediu-lhe milhões de festinhas.

como ela tem muitas outras coisas para fazer, resolveu pôr o cachorrinho no quintal. o problema foi quando deparámos com ele, a ladrar, a ladrar, com aquela voz muito fininha... eu apanhei um susto de morte e fugi logo para casa. o jasmim, o gatinho cego escondeu-se dentro de um gavetão e só de lá saiu no fim do dia. a brunilde tentou atacar o cachorro, assim como o meu filhote artur, que teve de levar uma palmada para não se atirar a ele. o cão lost, que é aquele paz d' alma que se sabe, aceitou-o de bom grado.
cá está uma fotografia do cãozito:




agora, a Humana vai tentar arranjar um novo dono para ele pois, como devem calcular, é complicado deixá-lo ficar connosco.

ontem, o arturzinho ficou tão sentido, quer pela palmada que levou, quer por ver o cãozito no espaço de que ele tanto gosta - o quintal - que só apareceu hoje de madrugada. e nem sequer queria comer, ele que é o mais comilão de todos nós!
a Humana encheu-o de mimos e, depois, dormiu uma pequena sesta com ele, no sofá. quando ela se levantou, o meu outro filhote juntou-se a ele e lá passaram uma excelente tarde, novamente calmos, tranquilos, quentinhos e felizes.


maio 16, 2008

boas notícias





estas fotos foram tiradas quando ainda vivíamos na casa da cidade. na primeira, vemos a minha irmã mimosa, a alimentar a sua ninhada de filhotes. quando eles já não precisavam da mãe, a Humana arranjou quem ficasse com eles.
na semana passada, soubemos que a maria, um dos bebés da mimosa, vai ser mamã. podemos vê-la nas três fotos seguintes; na última, está a brincar com o querido mimir, que há pouco nos deixou.
"a maria continua cheia de personalidade e senhora dos seus aprumos mas sempre muito sociável" - conta o amigo da Humana.

a mimosa ficou muito comovida com a notícia. e eu também - que saudades dos meus filhotes, quando eles eram pequerruchinhos e indefesos! ainda me lembro deles, assim:


estou aqui a pensar que já era tempo de eu arranjar outra ninhada mas aconteceu qualquer coisa esquisita. parece que me passou a vontade de acasalar! continuo uma sedutora (por causa disso, um destes dias quase fui violada pelo meu vizinho, o gato necas). só noto que estou um pouco diferente, pouco interessada nesses assuntos de sexo, se é que me faço entender. e sempre que pergunto à Humana se tem alguma ideia do que se está a passar comigo, ela começa a tossicar, de um modo bem comprometido. huuuum!!! aqui há coisa!..

mas vamos à boa notícia que se segue:

a amora já arranjou dono!!!

lembram-se de eu ter posto aqui um apelo, dizendo que uma simpática cadelinha procurava quem a adoptasse?

pois bem, a amora já arranjou quem tomasse conta dela. por coincidência, veio morar para perto de nós. as pessoas que ficaram com ela têm um grande jardim e acolheram-na com muito afecto. vai ter a companhia de um outro cão, que já lá vivia e que a aceitou muito bem. tenho a certeza de que serão bons companheiros de brincadeiras...

felicidades para ti e para a tua nova família, amiguinha!

maio 12, 2008

o vulcão que não deita lava



era uma vez um vulcão que não tinha lava e era o mês de deitar lava. nesse mês podia-se comprar tudo o que os vulcões quisessem mas o vulcão queria lava dourada mas custava 2.90 e o vulcão só tinha 1 cêntimo.
então foi até à casa dos seus amigos e perguntou ao jorge
-jorge, preciso de dinheiro para comprar lava dourada.
-eu dou-te 2 euros.
-obrigado,chau!
e o vulcão foi a casa do miguel. -miguel, preciso de dinheiro.
-está bem, eu dou-te 90 cêntimos.
o vulcão foi para a feira e comprou a lava de ouro.



desenhos e composição da autoria do dinis, uma pessoa pequenina que vive no norte, por vezes tão longínquo, deste país e, também, no coração da Humana.
música na barra lateral: bonsoir mes amis

maio 09, 2008

mimos, presentes, cinema em casa

os últimos dias foram cheios de afazeres, de modo que ainda não consegui pôr comentários em dia (coisa que farei este fim de semana), nem contar como decorreu o domingo passado.
logo de manhã, os meus dois filhotes presentearam-me com um delicioso peluche, que foram roubar à atrevida, a cadelinha que mora num quintal vizinho, quando a apanharam num momento de distracção. não são encantadores, os meus pequerruchos? o problema é que o brutamontes do cachorro lost o desfez em três tempos...

a Humana cozinhou, para nós, fígado de frango, com arroz e legumes - uma delícia!

e, à tardinha, houve cinema em casa.
cá estamos, a assistir, muito interessados, ao filme "as crónicas de nárnia", que passou na tv:







música na barra lateral: the chronicles of narnia-lullaby

maio 02, 2008

a Humana também tem patas

em comentário ao meu post de 24 de março, a felina OIN, minha amiga e colaboradora, perguntava se a Humana também tinha patas e pedia que eu publicasse uma foto dela, onde as mesmas estivessem em evidência.
pois bem, oin: aqui está a Humana, mostrando duas das suas quatro patas. as outras duas andam, normalmente, escondidas, sobretudo no tempo frio, dentro de uma espécie de caixas moles a que tenho ouvido chamar botas ou sapatos. estas duas patas da Humana chamam-se mãos. já as outras duas, as tais que não ficaram na foto, chamam-se pés.

há uma coisa que me deixa intrigada: ela passa a vida a cortar as unhas e confessou-me que gosta mesmo é de as usar bem curtinhas e arredondadas ( ou seja, completamente inúteis, como arma, caso se meta em alguma zaragata). disse-lhe que seria muito mais apropriado, se efectivamente as quer manter assim, que arranhasse com muita força um tronco de árvore, um dos tapetes que existem cá por casa ou, melhor ainda, um enorme peixe de corda que ela comprou e pendurou numa porta, para nós usarmos. mas respondeu-me que as pessoas não têm esses hábitos.


muitas vezes, a Humana pincela as unhas com um líquido de cor clara, chamado verniz. e é verdade que elas ficam lindas e brilhantes. já estive para lhe pedir que me ponha um bocadinho desse verniz nas minhas unhas mas, depois, tenho medo de que aproveite para mas cortar. e aí íamos zangar-nos, ai se íamos! ela ia ficar a saber do que eu sou capaz, quando estou com mau feitio...

maio 01, 2008

maio

maio maduro maio
quem te pintou
quem te quebrou o encanto
nunca te amou
raiava o sol já no sul
e uma falua vinha
lá de istambul

sempre depois da sesta
chamando as flores
era o dia da festa
maio de amores
era o dia de cantar
e uma falua andava
ao longe a varar

maio com meu amigo
quem dera já
sempre depois do trigo
se cantará
que importa a fúria do mar
que a voz não te esmoreça
vamos lutar

numa rua comprida
el-rei pastor
vende o soro da vida
que mata a dor
venham ver, maio nasceu
que a voz não te esmoreça
a turba rompeu

"maio, maduro maio" - josé afonso

Arquivo de jardinagem

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