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março 04, 2015

outubro 03, 2010

um sonho possível


há dias, o jovem llugh confidenciou-nos que gostaria imenso de ser realizador de cinema. infelizmente, tinha feito algumas averiguações e não via maneira de juntar dinheiro para comprar o equipamento necessário para poder concretizar o seu desejo.
então, eu lembrei-me de que a câmara que a Humana me empresta para eu fazer fotos também permite a gravação de vídeo. estivemos a ler as instruções e fizemos algumas experiências.o llugh, entusiasmado, disse que eu ia ser a sua actriz-fetiche e ficámos logo os dois a sonhar com dias de glória e reconhecimento internacional.
aqui fica a curtíssima metragem: sonhei que era princesa no quintal do gato-rei, em que eu sou a protagonista:


a gataria reuniu-se na sala para assistir à projecção do filme e, no final, todos se mostraram entusiasmados.
parabéns, llugh. excelente primeira obra!
idun, és uma autêntica star! que naturalidade, que beleza de gestos!

quando eles se foram embora, perguntei à brunilde:
brunildinha, não queres ser, também, uma star da sétima arte?
não sei o que é isso de se estar mas eu estou óptima, assim, obrigada. olha, vou ver se apanho algum rato e depois continuamos a conversa à hora do meu lanche, está bem?

outubro 24, 2009

hoje, a Humana dedicou grande parte da manhã à jardinagem. eu, a brunildinha e o lost gostamos de estar ao pé dela, a supervisionar os trabalhos. Humana, olha esta erva daninha, que precisa de ser arrancada! Humana, esqueceste-te de pôr no saco de jardinagem aquele monte de folhas, ali! o lost, por vezes, deixa-se levar pelo entusiasmo e começa a cavar um buraco no jardim, o que lhe dá direito a uma boa repreensão.
enquanto a Humana trabalha, vai conversando connosco. a brunilde e eu contamos-lhe um ou outro episódio ocorrido no jardim, durante a sua ausência, o lost dá-lhe conta dos namoros da cadelinha atrevida, nossa vizinha, ou dos cãezitos do pastor, que todos os dias passam, juntamente com o rebanho de cabras, aqui na nossa rua.

idun - ó Humana, ainda falta muito, para acabares os trabalhos de jardinagem?
Humana - não, idun. mas porque é que me fazes essa pergunta?
idun - bem... tenho recebido vários emails do gato diego, de málaga, a perguntar quando é que eu publico novas fotos minhas. diz que está apaixonadíssimo por mim, até me enviou um ficheiro de som, no qual o podemos ouvir, a imitar um tal nat king cole, numa canção que fala de uns olhos verdes e que ele diz que o faz , sempre, pensar em mim.

brunilde (soltando um grande bocejo) - acho que chegou a hora de ir dormir uma boa soneca, no alpendre. avisem, quando a conversa passar a ser interessante.

Humana - não ligues, idun. já sabes como é a brunildinha. olha, vou despachar-me e depois fazemos uma sessão fotográfica. até porque os visitantes do "pequeno jardim" também hão-de gostar de ver como continuas linda e charmosa.
................
então, estás preparada? põe lá aquele teu arzinho doce, mimado e misterioso!

gato diego, de málaga, em excelente imitação de nat king cole, interpreta: aquellos ojos verdes

abril 21, 2009

olá, amigos, espero que, nestes dias em que estivemos ausentes da blogo-esfera, a vida vos tenha sido pródiga em amêndoas, ovos de chocolate e alegrias.
estive a ler o texto que a minha Humana publicou, acima, e, acerca de fadas, nem sei se vos diga, se vos conte... bem, parece que, por enquanto, estou proibida de vos contar seja lá o que for; portanto, vou apenas dizer: há novidades aqui no jardim. houve uma fada que nele depositou uma rica surpresa e eu só não vos digo o que é porque, quando me pedem para guardar um segredo, sou um autêntico túmulo.
nestas últimas semanas, enquanto a Humana andou ocupada, toda ela voltas e reviravoltas, obras e manobras, resolvi dedicar-me, vejam só!, a desenhar de memória o retrato de um dos meus apaixonados, o finguelinhas, que era romântico, magrinho e amarelo. eu achava-lhe cá uma graça!
vou pedir à Humana para o emoldurar e colocar na parede, mesmo em frente ao cesto onde costumo dormir as minhas sonecas. a ver se deste modo, já que me transformei, não sei por que carga de água, nesta gata calma e completamente desinteressada de danças nupciais, consigo, pelo menos em sonhos, voltar a ser a felina de chama erótica sempre acesa, na qual se consumiram os mais aventureiros gatarrões da vizinhança, país, planeta e arredores.

março 29, 2009

gloomy sunday

atenção, liguem o som do vosso pc e fiquem de ouvido atento!
ouvem? é a Humana que está a cantar "gloomy sunday", enquanto toma banho. incrível, como ela consegue imitar, na perfeição, a voz e o estilo de billie holiday.

tive uma ideia: pedi à brunildinha que fosse buscar a letra da canção, que vou publicar aqui, de seguida, para que vocês, leitores, e nós, bicharada do pequeno jardim, possamos surpreender a Humana, cantando-a, em coro. estás preparado (a), querido (a) leitor(a)? aí vai a letra:

Szomorú Vasárnap

Szomorú vasárnap száz fehér virággal
Vártalak kedvesem templomi imával
Álmokat kergető vasárnap délelőtt
Bánatom hintaja nélküled visszajött
Azóta szomorú mindig a vasárnap
Könny csak az italom kenyerem a bánat...

Szomorú vasárnap

Utolsó vasárnap kedvesem gyere el
Pap is lesz, koporsó, ravatal, gyászlepel
Akkor is virág vár, virág és - koporsó
Virágos fák alatt utam az utolsó
Nyitva lesz szemem hogy még egyszer lássalak
Ne félj a szememtől holtan is áldalak...

Utolsó vasárnap

um, dois, três... podemos começar!

o quê, queriam o poema em inglês? mas para quê? é assim tão difícil, cantarem o poema original? vá, tentem! ai ai, estou, daqui, a ouvi-los e isto até parece os "parabéns a você", cantado pela turma de mindinhos do infantário aqui da rua...
bem, amigos, será melhor desistirmos da ideia. vou aproveitar para aprimorar a minha aparência e, para tal, começo pelos meus cuidados de higiene.




estou a ver que esta pata traseira ainda precisa de mais uns retoques:



reparem só na elegância do meu porte!



cá estou eu, pronta para uma bela foto tipo passe.


gostam?

bom domingo e uma boa semana para todos.


* em 1933, o pianista e compositor rezso seress compôs uma canção para o poema de lászló jávor, que acima publico. ambos eram de nacionalidade húngara. essa canção é a versão original de "gloomy sunday".

janeiro 25, 2009

life goes on...



lá fora, chove a cântaros. os meus filhos, o cão lost e as minhas irmãs passaram a tarde a dormir. a Humana também tem regressado tarde a casa e dormido muito, nestes últimos dias. até cheguei a recear que já não tivesse tempo para nos mimar, como era seu costume. mas ontem, pela manhã, cozeu fígado de frango para nós, fez-nos muitas festas e até me levou ao colo para o sofá, onde me esteve a pentear, como eu gosto, por muito tempo. disse-me, ainda, que eu era linda e sedutora como uma princesa... e tão delicada! uma gatinha-bibelot, disse a Humana. e eu, deliciada, a ouvi-la! comidinha saborosa, festas e elogios, que mais pode uma felina pedir?

amigos, é tempo de deixar a música voltar a este jardim e de começar a retribuir as vossas visitas. mas, antes disso, quero agradecer os abraços que aqui nos deixaram.

junho 11, 2008

coisas que me desgostam

o facto de conviver com uma Humana e observar os seus hábitos, levou-me a ter curiosidade por assuntos que não são, geralmente, interessantes, para a maioria dos felinos: leitura, música, cinema, fotografia, pintura, escrita...
tentei incutir esses gostos aos meus filhotes mas, dada a sua tenra idade, ainda preferem gastar o tempo em brincadeiras. no entanto, ouviram-me com muita atenção, quando eu lhes expliquei que os nomes que a Humana lhes deu - artur e lancelot - estão relacionados com as lendas arturianas. e adoraram ouvir falar dos cavaleiros da távola redonda e da demanda do graal. o pequerrucho artur disse logo que queria conhecer o mago merlin e a sua díscípula, a fada morgana. perguntou-me se ela ainda vive em avalon e se agora é uma velhinha que gosta de gatos.

o que me entristece é que as minhas duas irmãs, a mimosa e a brunilde, não têm nenhum destes interesses. com a mimosa, quase nem consigo falar, porque anda sempre a deambular pelos quintais e só vem a casa à hora da refeição, altura em que não temos tempo para conversas.

há dias, tentei convencer a brunilde a aprender a ler e a escrever.

"não quero perder tempo com essas coisas de humanos. basta-me apanhar sol, rebolar-me na terra, brincar com as plantas e caçar ratos, lagartos, passarinhos... também gosto de observar a nossa Humana, sobretudo quando me sento junto aos pés dela. vista assim, parece muito muito grande. "
"olha, brunilde: se aprendesses a ler e a escrever, eu ensinava-te a usar a internet e até podias criar um blog".
"internet, o que é isso? e um blog, que espécie de bicho é? como é que eu o criava? eu já criei a minha ninhada de filhotes, tenho cinco anos de idade e não ando com paciência para criar filhos que não são meus. ainda por cima com nomes desses: blog! soa a vomitado!..."
"não é nada disso, brunildinha. um blog é um sítio teu que fica num mundo chamado internet que pode ser visitado por humanos e bichos - belíssimos gatarrões, por exemplo, ou cães tão simpáticos como o cachorro lost, que até podem morar muito, muito longe de nós. e tu também podes ir visitá-los, ao blog deles. mas, repito: para isso, tens de saber ler e escrever."
" então porque é que não vamos as duas passear a um desses tais sítios e vemos o que é que existe por lá? outro mundo? será na lua? é num quintal longe daqui? e se nos perdemos e não encontramos o caminho de volta?"
"brunilde, nao estás a perceber nada, pois não? então vamos as duas sentar-nos no sofá da Humana e eu explico-te, pormenorizadamente, estas questões de mundos e conhecimentos virtuais, está bem?"

a brunilde lá concordou em ouvir-me mas, em vez do sofá, preferiu uma cama, onde tem a sua mantinha habitual. mal eu comecei a minha explicação, vi logo que ela olhava disfarçadamente para uma almofada onde, presumo, tencionava recostar-se. como viu o meu olhar de reprovação, lá se manteve direita. mas, com grande pena minha, tive de reconhecer que as explicações e conselhos que lhe dei devem ter caído "em saco roto". pois, a cada minuto que passava, era assim, com enormes bocejos, que ela demonstrava o seu "interesse" por aquilo que eu lhe dizia:

junho 06, 2008

linda, como sempre




como hão-de reparar, a minha "gola" ou "babete" de pelo está a desaparecer. é sempre assim, por esta altura do ano. lá para setembro, o pelo volta a crescer e eu fico com aquele ar magnífico e imponente que podem apreciar na foto do meu perfil no blog.

já pedi à Humana para me deixar pôr umas extensões, tal como fazem algumas figuras femininas que aparecem na tv. até já tinha companhia para ir ao cabeleireiro: a dona tela . conhecem? esta minha recente amiga tem-me enviado vários emails - que eu apago logo em seguida, não vá a Humana dar por eles - com "fofoquices" sobre figuras públicas do mundo da política, do jet set e do espectáculo (huuuumm, estou aqui a pensar que, se escrevesse apenas espectáculo, englobava logo isto tudo...) para eu não me sentir posta de parte nas conversas, quando fosse com ela tratar da minha aparência. mas a Humana diz que não tem dinheiro para me sustentar esses vícios e até ironizou: "começo por pagar extensões, daqui a nada tenho de te financiar umas próteses mamárias. passas a ser capa de revista felina e mudas de nome para luci, ou qualquer coisa parecida".

enfim, quando se vive com uma Humana deste calibre, não há nada a fazer. o que vale é que, segundo várias e insuspeitas opiniões, eu tenho a sorte de ser naturalmente bela.

maio 23, 2008

grande reboliço aqui no jardim

amigos, neste jardim houve grande reboliço, nos últimos dias.
começo por contar que, há cerca de uma semana, um cachorrinho foi lançado de um carro em andamento, numa estrada que passa aqui perto. a Humana, bem como outras pessoas aqui da rua, tinham imensa pena do bichinho, que andava por aqui a vaguear, aterrorizado, sem permitir que ninguém se chegasse perto dele. a Humana foi-lhe deixando comida e, ontem, ele entrou, não só no jardim, como em casa. saltou para o colo da Humana e pediu-lhe milhões de festinhas.

como ela tem muitas outras coisas para fazer, resolveu pôr o cachorrinho no quintal. o problema foi quando deparámos com ele, a ladrar, a ladrar, com aquela voz muito fininha... eu apanhei um susto de morte e fugi logo para casa. o jasmim, o gatinho cego escondeu-se dentro de um gavetão e só de lá saiu no fim do dia. a brunilde tentou atacar o cachorro, assim como o meu filhote artur, que teve de levar uma palmada para não se atirar a ele. o cão lost, que é aquele paz d' alma que se sabe, aceitou-o de bom grado.
cá está uma fotografia do cãozito:




agora, a Humana vai tentar arranjar um novo dono para ele pois, como devem calcular, é complicado deixá-lo ficar connosco.

ontem, o arturzinho ficou tão sentido, quer pela palmada que levou, quer por ver o cãozito no espaço de que ele tanto gosta - o quintal - que só apareceu hoje de madrugada. e nem sequer queria comer, ele que é o mais comilão de todos nós!
a Humana encheu-o de mimos e, depois, dormiu uma pequena sesta com ele, no sofá. quando ela se levantou, o meu outro filhote juntou-se a ele e lá passaram uma excelente tarde, novamente calmos, tranquilos, quentinhos e felizes.


maio 16, 2008

boas notícias





estas fotos foram tiradas quando ainda vivíamos na casa da cidade. na primeira, vemos a minha irmã mimosa, a alimentar a sua ninhada de filhotes. quando eles já não precisavam da mãe, a Humana arranjou quem ficasse com eles.
na semana passada, soubemos que a maria, um dos bebés da mimosa, vai ser mamã. podemos vê-la nas três fotos seguintes; na última, está a brincar com o querido mimir, que há pouco nos deixou.
"a maria continua cheia de personalidade e senhora dos seus aprumos mas sempre muito sociável" - conta o amigo da Humana.

a mimosa ficou muito comovida com a notícia. e eu também - que saudades dos meus filhotes, quando eles eram pequerruchinhos e indefesos! ainda me lembro deles, assim:


estou aqui a pensar que já era tempo de eu arranjar outra ninhada mas aconteceu qualquer coisa esquisita. parece que me passou a vontade de acasalar! continuo uma sedutora (por causa disso, um destes dias quase fui violada pelo meu vizinho, o gato necas). só noto que estou um pouco diferente, pouco interessada nesses assuntos de sexo, se é que me faço entender. e sempre que pergunto à Humana se tem alguma ideia do que se está a passar comigo, ela começa a tossicar, de um modo bem comprometido. huuuum!!! aqui há coisa!..

mas vamos à boa notícia que se segue:

a amora já arranjou dono!!!

lembram-se de eu ter posto aqui um apelo, dizendo que uma simpática cadelinha procurava quem a adoptasse?

pois bem, a amora já arranjou quem tomasse conta dela. por coincidência, veio morar para perto de nós. as pessoas que ficaram com ela têm um grande jardim e acolheram-na com muito afecto. vai ter a companhia de um outro cão, que já lá vivia e que a aceitou muito bem. tenho a certeza de que serão bons companheiros de brincadeiras...

felicidades para ti e para a tua nova família, amiguinha!

maio 09, 2008

mimos, presentes, cinema em casa

os últimos dias foram cheios de afazeres, de modo que ainda não consegui pôr comentários em dia (coisa que farei este fim de semana), nem contar como decorreu o domingo passado.
logo de manhã, os meus dois filhotes presentearam-me com um delicioso peluche, que foram roubar à atrevida, a cadelinha que mora num quintal vizinho, quando a apanharam num momento de distracção. não são encantadores, os meus pequerruchos? o problema é que o brutamontes do cachorro lost o desfez em três tempos...

a Humana cozinhou, para nós, fígado de frango, com arroz e legumes - uma delícia!

e, à tardinha, houve cinema em casa.
cá estamos, a assistir, muito interessados, ao filme "as crónicas de nárnia", que passou na tv:







música na barra lateral: the chronicles of narnia-lullaby

março 13, 2008

mignonne...


... sensual e misteriosa


a Humana disse que o título e "legenda" que escolhi para as minha fotos são, no mínimo, pretensiosos. pois eu não acho que o sejam. uns amigos da Humana passam a vida a dizer que eu pareço uma daquelas belíssimas actrizes do cinema mudo. deve ser por causa da minha personalidade tão vincada, a par da minha fotogenia. e todas as pessoas que me vão conhecendo, não se cansam de me tecer elogios.


aliás, quando ela me deu o meu nome, eu só o aceitei porque sabia o que significava: idun, deusa nórdica de rara beleza. não vos parece que me assenta "como uma luva"?

janeiro 28, 2008

sol, amuos&desconfianças




olá, amigos! devem estranhar o facto de que eu, habitualmente simpática e sempre pronta a posar para uma foto, ostente, na foto acima, um ar um pouco enfadado e distante. é que estou muito zangada com a Humana: depois de ler uma resposta que aqui dei a um comentário do amigo legível, ela descobriu que tínhamos aproveitado a ausência dela e do cachorro, em época natalícia, para grandes festarolas com a gataria da vizinhança. contabilizou os gastos em comida&etc: quase dois sacos de 15 kg de ração, em apenas cinco dias! frascos de leite para gato, é melhor nem falar... e, o pior de tudo:a casa, apesar de arejada, e o meu casaco felpudo, bem como o da minha irmã brunilde, empestados de cheiro a tabaco!!!
para cúmulo, como tem acesso ao meu email, descobriu que eu me preparava para meter em casa um suspeito de pedofilia, com quem travei conhecimento num chat em que usei a foto de uma lindíssima gatinha de dois meses de idade, como se fosse a minha...
enfim, por todas estas razões, fui impedida de aceder à net, durante mais de dez dias.

ontem, para mostrar que um felino também tem amor-próprio, passei toda a tarde com o ar que acima vêem. regalei-me a apanhar sol mas fiz de conta que não estava a gostar. só para a Humana ficar com remorsos, entendem?

 a brunilde não precisou de grande esforço para fingir que estava aborrecida pois, já de si, é bastante mal-encarada. já o jasmim, o gatinho cego, ia deitando tudo a perder, pois estava mesmo contente com o banho de sol e até começou a ronronar, quando a Humana falou com ele.
houve uma altura em que o gato mimir deixou escapar um bocejo, com um ar muito satisfeito, que imediatamente disfarçou, começando a lavar uma pata. medo das minhas represálias, pois!


como resultado da minha estratégia, a Humana cozinhou para nós uma refeição de fígados de frango (muitos), legumes (q.b.) e arroz (q.b.), como nós tanto gostamos. e à noite, lá lhe concedemos o privilégio de lhe fazer companhia, enquanto ela assistia a um filme, na TV. hoje, já tive autorização para actualizar o meu blog e consultar emails.
tenho recebido muita correspondência e o cachorro lost também foi alvo de emails elogiosos. a partir de agora, recomeçarei a publicar, em ritmo acelerado, para compensar estes dias de interregno.

janeiro 07, 2008

brunilde...






dezembro 02, 2007

há dias assim


a Humana acordou cedo e cheia de energia. depois de tratar de nós e de ir tomar café, voltou para casa e, aproveitando o sol, resolveu fazer jardinagem. a minha irmã brunilde, que anda sempre atrás dela, foi assistir e supervisionar o trabalho. a Humana continuava muito contente, a cantar, enquanto arrancava ervas daninhas e tratava das plantas. hoje, foi dia de podar as roseiras. a certa altura, picou-se num espinho, deixou de cantar e até disse uma asneira. depois, olhou em volta para ver se alguém a tinha ouvido - por sorte não ia ninguém a passar na rua, nessa altura - e a seguir foi calçar umas luvas, coisa que devia ter feito antes de ir podar as roseiras, acho eu, no meu entender de gata. mas enfim...
apesar de ter a janela aberta, eu resolvi aproveitar o facto de a casa estar em sossego para preguiçar e dormir umas boas sonecas, cá dentro.
a Humana decidiu almoçar no quintal, para grande alegria do cachorro Lost, que passa boa parte do dia lá fora. e, agora que já caiu o frio, estamos dentro de casa. o ambiente quentinho, as barrigas consoladas, o som não demasiado alto da música... hoje não contamos com visitas, temos a Humana e a casa só para nós. há domingos mesmo agradáveis.

novembro 02, 2007

um pequeno jardim, na cidade



nasci num pequeno jardim, para o qual davam as janelas da sala do rés-do-chão de um apartamento. a pessoa que habitava a casa tinha um gato ruivo, já muito idoso, que era muito mimado. os meus pais, que eram gatos de rua, também eram alimentados pela habitante da casa. iam, inclusive, comer as suas refeições em recipientes metálicos que eram postos no peitoril de uma das janelas. a habitante da casa abria a janela e dizia-lhes: riscas, ísis, venham comer!
riscas e ísis, assim se chamavam. começarei por contar a história deles.

os meus pais

o riscas era um gato tigrado; magricela e assustadiço, quando começou a aparecer naquele jardim. a habitante da casa foi-lhe dando comida e, pouco a pouco, tornou-se um belo gatarrão.

um dia, trouxe para o jardim uma companheira. era uma gata lindíssima, ainda mais arisca do que ele. a habitante da casa, que ficava durante muito tempo a olhá-la, chamou-lhe ísis.

com alimentação garantida e relativamente protegidos dos perigos que normalmente enfrentam os gatos de rua, rapidamente decidiram constituir família. e o pequeno jardim em breve passou a ter, não dois, mas cinco habitantes. numa noite de março, o riscas e a ísis foram pais de três gatinhas.
"irmãos, são como dedos das mãos", dizem os humanos. este ditado assenta como uma luva, se aplicado aos três rebentos deste interessante casal, ou seja, a mim e às minhas irmãs.


mimosa


o nome diz muito sobre a sua personalidade. a mimosa é uma gata muito meiga, sempre a pedir festas e atenções. das três, é a única que mia muito, com uma voz melodiosa e fininha.


brunilde


a brunilde é a mais arisca das três. no entanto, agora que temos autorização para viver com a habitante da casa, ela é a única que a segue para todo o lado. mas não permite que ninguém lhe toque, muito menos que lhe peguem ao colo.

idun

esta sou eu. das três, a mais parecida com a nossa mãe. só que não sou nada arisca, antes pelo contrário: adoro mimos e penteadelas, bem como posar para fotografia. e o conforto de uma manta polar é algo que aprecio verdadeiramente, nos dias frios.

em dezembro do ano passado, abandonámos o jardim da cidade e viemos morar para uma casa onde podemos entrar, sempre que nos apeteça, e temos um jardim e um quintal só nossos. mas, é claro, passeamos pelos quintais dos vizinhos, que já nos conhecem. os nossos pais ficaram entregues aos cuidados de um casal que vivia num outro apartamento do mesmo prédio. connosco vieram mais dois da nossa espécie, meus sobrinhos. e o velho gato ruivo, claro. mas esse morreu pouco depois de cá nos termos instalado. e também veio um cão, que é nosso amigo e protector. falarei deles, num outro post.


nota: quando nos despedimos, a mãe fez-nos um aviso: estimem muito esta humana que vos leva com ela, pois a partir de agora, é vossa. assim, e porque me disse querer conservar o anonimato, passarei a referir-me a ela, nestes termos: a nossa Humana. pois.

Arquivo de jardinagem