maio 01, 2008

maio

maio maduro maio
quem te pintou
quem te quebrou o encanto
nunca te amou
raiava o sol já no sul
e uma falua vinha
lá de istambul

sempre depois da sesta
chamando as flores
era o dia da festa
maio de amores
era o dia de cantar
e uma falua andava
ao longe a varar

maio com meu amigo
quem dera já
sempre depois do trigo
se cantará
que importa a fúria do mar
que a voz não te esmoreça
vamos lutar

numa rua comprida
el-rei pastor
vende o soro da vida
que mata a dor
venham ver, maio nasceu
que a voz não te esmoreça
a turba rompeu

"maio, maduro maio" - josé afonso

2 comentários:

Justine disse...

Que a voz não nos esmoreça...

Idun, está a fazer escolhas poéticas fantásticas! Até nos felinos este tempo de sonho e esperança tem influência :))
Bom fim de semana

segurademim disse...

se cantará

maio...

Arquivo de jardinagem