fevereiro 28, 2009

o gato da pata de pau

jack storme era o tanoeiro e ferreiro da cidade de thebes, em illinois. tinha um gato que andava sempre pela loja. em todo o país, não havia gato como ele a apanhar ratos, dizia jack. na sua loja, não havia ratos nem ratazanas.
até que um dia, por acidente, o gato ficou sem uma das patas dianteiras. desde então, começou a ficar magro e abatido e não se interessava por nada, porque não andava a alimentar-se como devia ser.
por isso, um dia, jack decidiu arranjar-lhe uma pata de pau. esculpiu-a com a sua faca e prendeu-a à pata mutilada. a partir daí, o gato começou novamente a engordar. jack decidiu passar uma noite na loja, para ver como o gato se desembaraçava com a pata de pau.
quando caiu a noite, o gato posicionou-se em frente a uma toca de ratos e esperou. não tardou que se visse a cabeça de um rato a espreitar cautelosamente pelo buraco. veloz como um relâmpago, o gato agarrou-o com a pata saudável e deu-lhe uma pancada na cabeça com a pata de pau. pouco depois, o gato já conseguira amontoar dezoito ratos em frente à toca.



esta é uma das histórias do livro "histórias verdadeiras de gatos" (edições asa) que foi oferecido à Humana pelo samuel e pelo dinis e cuja imagem de capa publiquei no post anterior. foi escrita por wendell margrave, em 1938.

fevereiro 24, 2009

"boca larga", EU?

a Humana passa a vida a chamar-me "boca larga". explica ela que me chama assim, porque eu ando sempre a contar o que se passa cá em casa. ora, se eu passo o dia a trabalhar cá no meu sítio, donde raramente saio, o que terei para contar, senão coisas da vida do meu pequeno mundo, constituído pelos habitantes da casa e deste jardim?

felizmente, ela já não está afónica e hoje até a ouvi ralhar com o lost, que estava, como habitualmente, a fazer asneiras. e agora, enquanto ela está lá fora, com a brunilde, as duas muito entretidas com a leitura do policial "um grito ao longe", de fredric brown, eu aproveito para vos mostrar o livro que o samuel e o dinis, os humanos pequeninos que vivem lá no minho, com o nosso primo boris, lhe mandaram por correio. (pssst! samuel, dinis, finjam que eu não lhes disse nada, mas ela a-d-o-r-o-u o vosso presente. até fez logo um marcador que fica muito bem no livro).
ora vejam:


e a mãe deles aproveitou e juntou à encomenda um típico "coração vianense", feito por ela, e que a Humana usou, logo no dia seguinte, pregado num casaco preto. mas eu vou fotografá-lo sobre um cachecol vermelho da Humana, que é para o poderem apreciar bem.
xiii! foi mais difícil do que eu pensava, fotografar o raio do alfinete-de-peito tsstsstss. a foto não ficou nada que preste. bem, vou ver se depois consigo alguma coisa de jeito, para vocês terem uma ideia do que é um coração minhoto...

entretanto, o boris, tomado do espírito de generosidade que reinava na família, resolveu, também, preparar um presente para os seus humanos.


carta do boris


amiga idun,


finalmente consegui algum tempo disponível (sem estar a dormir ou a comer eheheh...) para te contar como passei todos aqueles dias frrrriiiiiiiioooooss e húuuuumidos, aqui no verde Minho. Pois bem, aproveitando alguns poucos momentos em que não chovia, vim até cá fora buscar uns materiais e depois, no quentinho da casa, preparei uma surpresa para os meus amigos humanos.




Como eles gostam muito de objectos "artísticos", resolvi oferecer-lhes este magnifico conjunto de libelinhas lindíssimas, de cores e tamanhos diferentes, mas que me custaram as unhas das mãos...

eles adoraram, nem queriam acreditar, quando viram a minha prenda! se tu visses a cara deles...



como sabes, nos últimos meses houve vários aniversários a celebrar, por aqui. as festas são sempre motivo de excessos e eu não fujo à regra e abusei nos "patês", mnhãm, mnhãm. e nas longas sonecas à lareira, também. agora, vem o sentimento de culpa por este peso a mais, mas... o que se podia fazer com um tempo daqueles, para além de comer e dormir?



até à próxima,

boris

fevereiro 17, 2009

um jardim cheio de amigos

afinal, a nossa Humana já estava, na data do post anterior, com sintomas de gripe: sonolenta, ligeiramente febril... como se tal não bastasse, "ganhou" uma tosse horrível e tem estado intermitentemente afónica, há mais de uma semana. já foi medicada e está a seguir à risca o tratamento. vamos a ver se faz efeito, pois a Humana tem passado, ultimamente, por situações um pouco embaraçosas.
ontem, por exemplo, numa inauguração de uma exposição de pintura, na qual estiveram várias pessoas, amigas e conhecidas, que ela já não via há bastante tempo, teve de passar o tempo a mostrar uma folha de papel onde tinha escrito:
por favor, não tente conversar comigo. estou afónica.

com tudo isto, e o facto de a Humana ter tantas coisas a fazer, apesar de estar doente, acabo por não ter tempo para vir até cá, receber-vos carinhosamente, conversar um bocadinho convosco, aceitar um pires de leite que talvez queiram oferecer-me. mas tenho de dizer-vos que tem sido gratificante abrir a porta de casa e deparar com o meu pequeno jardim ...

...cheio de amigos.


agradecimentos


o querido chat gris enviou-me um delicioso postal, sobre o qual escreverei um destes dias.
e do brasil chegaram estes selinhos

oferecidos pelas amigas gateiras:

milene widholzer
sílvia
luzinha
uniqua

agradecemos, do fundo do nosso coração felino, o facto de se terem lembrado de nós.

agradecemos, aos habituais visitantes deste blog, os abraços, mimos e sorrisos que aqui vão semeando.

fevereiro 08, 2009

enquanto tu dormias...

acho que este era o título de um filme que por cá esteve, não há muito tempo, em cartaz.
e lembrei-me dele porque hoje, domingo, às 11h da manhã, eu e a brunilde fomos apanhar a Humana a dormir a sono solto.

convenci a brunildinha a tentar acordá-la.
brunilde: Humaaanaaa!
Humana: gredo, prunilde, o gue é gue du gueres, a estas horas da madrugada?
brunilde: madrugada? já passa das onze e temos fome...
Humana: fome? deixei-vos um bratão de gomida sega!
brunilde: deixaste um pratão de comida seca, sim, mas hoje é domingo, dia de paté!!! e chegou, na sexta-feira, uma carta do boris. não queres ver?
Humana: baté? poris? humm, zim, já bodes ir empora gue eu lá vou... zó pormir mais um pocadim...

fiz sinal à minha irmã, para nos retirarmos. pusemos-nos, depois, a abrir e a fechar a porta da sala, que range um bocadinho, a ver se o barulho fazia efeito. nada. estamos a ver que, hoje, o delicioso paté só nos vai ser servido à tarde. e só poderemos agradecer os presentes que nos têm oferecido, e publicar a carta do boris, no próximo post. é que eu, sem o meu patézinho de domingo, fico sem inspiração, só me apetece é deitar-me e pôr-me a pensar na vida.


mas... o que é isto?







não é que apanhei a minha irmã mimosa a aparar as unhas na nespereira que temos no jardim?
fui falar com ela e fui fazendo uns registos fotográficos, não vá a Humana reparar no ramo da nespereira, todo desgraçado, e ainda sobrar para mim e para a brunildinha, ou para os meus filhotes.

mimosa : ora, idun, podes fotografar à vontade. e até fazes bem em registar em pormenor a minha obra. olha, depois passa-me a foto, que até aposto que vai ser escolhida para cartaz da bienal.
idun: obra? cartaz?? bienal???
mimosa: claro, idun! estou a trabalhar para participar na bienal internacional de escultura felina ao ar livre. ainda não sabias?

Arquivo de jardinagem

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