maio 29, 2011

estou viva por milagre

é por milagre que  estou viva e escrevo, hoje, neste pequeno jardim, depois do episódio que ...
idun e brunilde (muito excitadas): Humana! sempre foste ver o orangotango bebé que nasceu no zoológico?  podemos ir lá contigo, um dia destes?
Humana: idun, brunilde! depois falamos sobre isso. agora estou a contar  o que  ontem me aconteceu.

era quase meia-noite e eu regressava de um jantar lá para os lados de santa apolónia. subia, pois, a rua ingreme que fica junto ao museu do fado...

artur: Humana, não estás a ouvir o lost a chamar-te? ele mandou-me avisar-te de que está à tua espera, para jogarem à bola!

como ia dizendo, subia a rua íngreme que fica junto ao museu do fado, para ir buscar o carro que tinha deixado est...

lost (volume de som no máximo)Humanaaaa! Humaaaana! estou à tua espera para irmos jogar à bola!

dirigia-me então ao lugar onde tinha conseguido estacionar o carro, quando o meu instinto me avisou de que estava a ser seguida. colados às sombras...

lost : Humana! Humaaaana!
artur : Humana, o lost pediu encarecidamente para ires até à janela, que ele tem uma coisa importante para te dizer.

caros leitores, é só um instante. vou só até à janela ver o que é que se passa com aquele rafeiro malandro. 

Humana: já estou à janela, lost! o que é que se passa?

lost : Humana, por favor!!! vens jogar à bola comigo?  vens?  vens?

desculpem, amigos. o resto da história fica para depois. quem é que consegue resistir a esta expressão?



maio 15, 2011

mimosa





 palavras, para quê?

maio 02, 2011

sou uma autêntica enciclopédia


vejam só a cantiga de roda que a rosinha dos ventos cantava na sua infância:

ó enleio
que te enleaste
ao mais alto "acipreste"
eu queria cantar contigo
e tu enleio
tu não quiseste

a minha irmã brunilde, com a sinceridade que a caracteriza, confessou-me não saber o que era um "acipreste". eu, como tenho um coração grande, tratei logo de esclarecê-la:

acipreste é o nome de um arcipreste  que um dia andava a passear todo contente. de repente levantou-se uma  ventania enorme e ele foi a correr para casa; mas quando lá chegou sentia-se esquisito, como se lhe faltasse alguma coisa. quando descobriu o que era pôs-se à janela a gritar: ah vento malandro que me roubaste um r!
Entretanto, outros arciprestes que também andavam a passear todos contentes também foram a correr para casa, quando chegou a ventania. mas, porque corriam mais devagar ou porque pararam uns segundos para descansar ou porque a casa deles ficava bastante mais longe do que a do primeiro e não havia táxis àquela hora, demoraram mais tempo a chegar a casa e o vento lá lhes foi surripiando o que pôde. quando descobriram que tinham sido roubados, puseram-se todos à janela; só que não conseguiram dizer nada, pois faltava-lhes o ar. então, aproveitando-se do facto de eles estarem assim tão indefesos e não poderem, sequer, pedir socorro, o vento desatou a bater nos ciprestes.

Arquivo de jardinagem

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